sexta-feira, 17 de setembro de 2010

À quem me estricnina

O assunto que tenho mais dificuldade de escrever... dele só ouso poetar. Descrever objetivamente é impossivel. É necessario esperar a tempestade passar para se avaliar os estragos, entao quem sabe um dia discorra sobre oque me sufoca só de pensar.
Nao estranhe a pluralidade de sensaçoes expressas ao mesmo assunto. Uma nao anula à outra.
Nao tente relacionar, nao tente entender.



Ah! selvagem manequim
Não ouse se apropriar destes versos
Como tinha feito, brutamente,
Com àquela que pertence só a mim

Que pecado! que pecado!
Perdoai-me, minha imaculada Senhora
Por ter permitido a invasão
E por um nome ter-lhe chamado

Não mais te fundirei à carne
Tua virgem alma guardada está
E não mais, nesse mundo, se apresentará

Perdoai-me e acompanhai-me
Nesse longo caminho, longe do externo
De mãos dadas e desfruntando do gozo eterno

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Paneuritimia

Ando indiferente à tudo
Se eu ainda caminho é porque amo
À mim, às minhas criações
E ao meu complemento, o Todo

Aponte-me teus dedos
Contente-me com a esperada vitória
É o querer dos convictos
Poder flagrar o crime do hipócrita

Sem saber, dei-lhe nomes
Hoje, é facil, olho pra dentro
E vejo como tudo é singular

Vivo ciente das minhas ilusões
Idealizo-as voluntariamente
Quem pode me culpar?

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Sonhei! caía em direçao ao mar
Cheguei, às tuas águas, tocar
Num pasmo, vigiliando, acordei
Durante meus eventuais temporais
Ainda posso saborear o doce sal

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